quinta-feira, 21 de julho de 2011


CÂNTICO DAS SUBIDAS  - Salmo 123



                                 ORAÇÃO DOS DESERDADOS

1-A Ti levanto os meus olhos, a Ti, que ocupas o teu trono nos céus. 2-Assim como os olhos dos servos estão atentos à mão de seu senhor, e como os olhos das servas estão atentos à mão de sua senhora, também os nossos olhos estão atentos ao Senhor, ao nosso 3-Deus, esperando que Ele tenha misericórdia de nós. Misericórdia, 4-Senhor! Tem misericórdia de nós! Já estamos cansados de tanto desprezo. Estamos cansados de tanta zombaria dos orgulhosos e do desprezo dos arrogantes.

        A significação deste título é incerta. Diferentes explicações tem sido sugeridas, como, por exemplo, que formavam uma liturgia associada com os quinze degraus que ficavam entre dois dos átrios do templo, nos quais um coro de levitas ocasionalmente se punha para cantar; ou que celebram os quinze anos adicionados à vida de Ezequiel, por promessas, o que foi acompanhado pelo milagre do sol ter recuado dez passos (graus). Ou a grande escada que Acaz construiu e que levava do templo à casa do rei. O título dado pela Septuaginta (é o nome da versão da Bíblia hebraica para o grego koiné, traduzida em etapas entre o terceiro e o primeiro século a.C. em Alexandria) é “Um cântico dos passos”.
        Nenhuma dessas teorias é satisfatória, mas é geralmente aceito, na atualidade, que esses salmos eram cânticos frequentemente usados (depois do retorno do exílio) pelos adoradores que subiam a Sião para os três grandes festivais do ano judaico.
       
O QUE ELES PODEM NOS ENSINAR:

Muitas das orações dos salmistas demonstraram estar bem conscientes da sociedade de homens arrogantes e orgulhosos.
A humanidade dos piedosos, pelos pecadores, é um tópico frequente no saltério. Esta oração particular parece refletir a exasperação (desespero) e a angustia de coração entre os judeus, quando a resistência dos samaritanos era tão zombeteira e poderosa. No fato que a oposição era efetuada por intriga, zombaria, desprezo, mentiras e línguas enganosas. Existe uma óbvia semelhança ao Sal.120. (Novo Comentário da Bíblia p 609)

APLICAÇÃO PESSOAL:

        Gosto de pensar que quando caminho, estou amparada por meu Senhor. Tenho visto a caminhada como algo gradativo, mas o passado interfere muitas vezes neste crescimento, pois me imagino no exílio como este povo.
        O retorno para a comunidade, normalmente é de olhos abaixados, pois a vergonha, a perda, o não ter dado certo,não nos permite olhar para cima.
        Quem nunca mentiu, quem nunca adulterou, e não falou maledicência 
( não estou usando a palavra no seu  significado total, mas... pode ser também).  Tenho visto isto dentro do meio cristão ao céu aberto. Gosto de pensar na mulher adultera, e nos seus acusadores e no dedo que escrevia na hora da acusação. Que bom que  Ele fica escrevendo quando me acusam, mas... também fica escrevendo quando eu sou o acusador.
Vejo-me igual a este povo que foi para o exílio, mas também me vejo voltando do mesmo, e quantas pessoas que nem foram e não sentiram a mão poderosa de Deus e ainda são os tais que gostam de colocar a mão na ferida, não para curar mas para tirar a casca, deixando aberta, mas... eu posso ser este que faz isto também.   
Estamos preparados para o mundo que ainda não segue as leis divinas? O povo que foi para o exílio não seguiu as leis divinas. Estamos preparados para  prostituta, o alcoólatra, para o mendigo sem banho, sem comida ou o que tem tudo e não é feliz (mendigo de alma)? Mas o mesmo povo que foi, voltou com algo que ninguém pode retirar "esperança". como está a esperança em ti? conheces a Deus? 
 Olha para Ele, ultrapasse os montes do desprezo, do acaso, e da indiferença e veremos a gloria tão dita nos evangelhos.”Se creres veras a gloria de Deus....e isto está bem perto de nós. Que Deus nos abençoes e traga paz aos nosso olhos, eu falei olhos... os da fé

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