segunda-feira, 7 de março de 2011

GRANDEZA FUTURA






MIQUÉIAS 4.5-10

5- Pois todos os povos andam, cada um em nome do seu deus; mas nós andaremos para todo o sempre em o nome do Senhor nosso Deus.

6- Naquele dia, diz o Senhor, congregarei a que coxeava, e recolherei a que tinha sido expulsa, e a que eu afligi.

7- E da que coxeava farei um resto, e da que tinha sido arrojada para longe, uma nação poderosa; e o Senhor reinará sobre eles no monte Sião, desde agora e para sempre.

8- E a ti, ó torre do rebanho, outeiro da filha de Sião, a ti virá, sim, a ti virá o primeiro domínio, o reino da filha de Jerusalém.

9- E agora, por que fazes tão grande pranto? Não há em ti rei? Pereceu o teu conselheiro, de modo que se apoderaram de ti dores, como da que está de parto,

10- Sofre dores e trabalha, ó filha de Sião, como a que está de parto; porque agora sairás da cidade, e morarás no campo, e virás até Babilônia. Ali, porém serás livrada; ali te remirá o Senhor da mão de teus inimigos.

RESUMO:
Profecia a respeito do juízo de Deus sobre Samaria e Jerusalém por injustiças e crimes contra o povo: Deus traria castigo e, mais tarde, restauração.

CONTEXTO HISTÓRICO:
No período entre o início do reino dividido de Salomão (Israel ao Norte e Judá ao Sul) e a destruição do templo, muitos “altos” haviam sido introduzidos em Judá através da influência de Samaria. Isso colocou a idolatria dos cananeus em disputa com a verdadeira adoração no templo do Senhor (1.5). Miquéias mostra como essa degeneração espiritual levará inevitavelmente o julgamento sobre toda a terra. E, embora o rei Ezequias tenha tido uma notável vitória sobre Senaqueribe e o exercito assírio, Judá estava preste a cair, a não se que a nação se voltasse para Deus, arrependendo-se de todo coração.

MENSAGEM:
Além de repreender o povo pelo pecado e de falar sobre as conseqüências da desobediência, Miquéias revelou ou afirmou vários pontos importantes da mensagem de Deus para seu povo. Ele olhou para a vinda do Messias e fez a mesma profecia de Isaías 2:1-4 sobre o estabelecimento do monte da casa do Senhor (4:1-3). Mais de 700 anos a.C., ele profetizou especificamente do lugar do nascimento de Jesus (5:2). Apresentou resumidamente as exigências que Deus faz ao homem: “...o que o Senhor pede de ti...” (6:8).

A GRANDEZA FUTURA:

A condenação do cap. 3 é seguida por nova esperança. Os vs.1-8 falam de uma nova Jerusalém, da qual a palavra de Deus sairá para todos os povos, e à qual as nações afluirão numa era de paz e prosperidade.
Deus traria de volta um remanescente do seu povo. Haveria salvação, isto é, resgate e restauração, mas somente após o sofrimento, após o trauma da invasão Assíria e do exílio babilônico. Então Deus julgaria, não apenas seu povo, mas todas as nações reunidas contra ele (11-13).

Os versículos...
( 5) Aqui, ele ataca a falsos profetas, como antes, ele havia atacado os príncipes. Fazem errar o meu povo deliberadamente enganar o meu povo, não denunciando seus pecados como incorrer em julgamento.
Segunda parte do versículo: Mas nós andaremos, em nome do Senhor, a ele obedecendo e nele confiando. (Zc 10.12).
Tendo deixado subtendido, em termos comovente, a condição miserável do povo exilado de Deus, o profeta agora exibe a maravilhosa promessa de que naquele dia (6) esse povo será reintegrado em um reino sobre o qual o senhor reinará, no monte Sião, para sempre (7). Então, em dois oráculos mais, ele fala sobre as aflições e as pressões que deveriam sobrevir a Jerusalém antes que venha o reino prometido (8). Na primeira porção (8-10) Sião é comparada a uma torre do rebanho (8), um daqueles recintos murados, com apriscos ao redor, para ovelhas, que podem ser encontrados nas vastas pastagens da terra santa. Porem, até mesmo esses muros deixarão de servir de proteção, e seus habitantes serão forçados a habitar no campo, e em seguida, na Babilônia (10). Mas ali, igualmente, o Senhor haverá de redimi-los. Esta referência  à Babilônia é uma notável predição visto que, quando Miquéias escreveu, a Assíria era o principal poder adversário.(NCB 883)

O Espírito Santo em Ação:
Um referência singular ao ES ocorre no contraste feito por Miquéias da autoridade que está por trás de seu ministério com aquela dos profetas falsos de seus dias. Enquanto outros homens eram feitos corajosos pelos tóxicos para fabricar contos na forma de profecias, o verdadeiro poder, a força e justiça que estão por trás da mensagem de Miquéias vieram da sua unção pela “força do Espírito do Senhor” (3.8).


(...) Aprendemos com Miquéias algumas lições para nós hoje, e que se caracterizam da seguinte forma:

1.      Deus exige que Seu povo aja com justiça para com todos, porque esta é a característica das ações de Deus com Seu povo. Este tipo de agir transmite esperança futura.
2.    Misericórdia deve ser uma parte reconhecível da atitude mental e espiritual dos filhos de Deus.
3.    Ao invés de conduta arrogante e exibindo independência imprópria, o povo deve se arrepender de sua rebelião contra Deus.
4.    Os líderes religiosos carregam a responsabilidade de ajudar o povo de Deus a lembrar o que Ele fez pela nossa redenção e ensinar o que Deus espera de cada um de nós.

Continuando os aspectos daquilo que devemos aprender e incorporar em nossa maneira de pensar (chamado ‘mudança de mente’), o profeta Miquéias apresenta as seguintes considerações para nós nos dias atuais:

1.      Viver sob a aliança bíblica é distintivo – é obediência ao senhorio de Deus em Cristo;
2.    Na base do amor de Deus, Ele provê as nossas necessidades;
3.    Esta vida deve ser vivida em submissão à conhecida e revelada vontade de Deus, e tem que ser santa;
4.    Os privilégios da vida da aliança são equiparados com obrigações iguais;
5.    O crente (nascido de novo) deve manter uma vida de fé distintiva, que está fundamentada na inspiração e autoridade normativa das Escrituras.

Todas estas considerações surgem quando olhamos as promessas de Deus em meio a um juízo severo, pois Deus corrige a quem ama. Como está o teu nível de compromisso com Deus?  (claus@pibrj.org.br)

APLICAÇÃO PESSOAL:
Nos tempo de hoje como o tema de Miquéias iria ser aplicado em nossas vidas. Sabemos que devemos respeitar a ordem de tempo. Vivemos em um mundo muito diferente, num contexto histórico de proporções bem maiores, do que aquela época. Como seria a nossa santidade, obediência se Deus nos mandasse um profeta e desse a ordem de arrependimento, pois o julgamento estaria próximo. Aplicamos a Bíblia de que forma em nossas vidas? Somos do tipo que diz: Israel era um povo que se corrompia com facilidade, nós somos diferentes. O versículo cinco, que diz: ” Pois todos os povos andam, cada um em nome do seu deus; mas nós andaremos para todo o sempre em o nome do Senhor nosso Deus”. Conseguimos falar “mas nós andaremos para todo o sempre em nome do Senhor nosso Deus”, ou somos também corrompidos com outros deuses?
Fica para nossa reflexão. 


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